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Ep#8 – Como vencer a fome emocional

Descubra os 3 passos para vencer o maior inimigo da manutenção de hábitos saudáveis.

Nesse podcast você vai aprender:

  • Qual é a origem da fome emocional
  • A história da Tammy com a fome emocional
  • O que é a fome emocional?
  • Como reconhecer a verdadeira fome da fome emocional
  • Os 3 passos para vencer a fome emocional de vez
00:18 - A origem da fome emocional na nossa criação.
09:38 - A diferença entre a fome emocional e a fome física.
14:40 - Quais são os 3 passos para vencer a fome emocional?
17:45 - O que pode causar a fome emocional?
19:37 - Exercício para combater a sua fome emocional.

Transcrição do Áudio

[Tammy]

¡Buenas, buenas! Hoje cedo aqui em Traslasierra a gente estava tendo uma conversa interessante e falamos: Por que não grava um podcast e falar um pouco sobre a fome emocional, de onde ela vem e como que a gente faz para resolver isso? Então esse é o podcast de hoje.

A origem da fome emocional na nossa criação. (00:18)

[Laura]

Como vencer a fome emocional em 3 passos. Vamos lá então Tammy, você descobriu a não muito tempo que você era uma expert em fome emocional.

[Tammy]

Pois é, descobri a pólvora. É interessante porque isso foi algo que em algum momento na minha vida eu até tive um pouco mais de consciência, mas eu acho que não foi da maneira como hoje eu tenho. Foi uma consciência intelectual, talvez até um pouco emocional, mas eu não tinha incorporado isso.

Na verdade, durante toda a minha vida essa foi uma questão importante, tanto é que eu tinha 30kg a mais. Eu comia por comer, e isso é uma coisa que eu vejo tanto, tanta gente fazendo isso que eu fazia antes. E eu vou te dizer uma coisa, eu não eliminei completamente, só que hoje eu tenho uma visão diferente disso, a gente vai chegar lá.

Vamos lá, só para você entender de onde eu venho, eu vou te contar uma história. Eu sempre fui gordinha, eu era bebê Johnson, eu tinha dobrinhas. As pessoas falavam, “Mas você já nasceu assim, você nasceu gordinha.” Mas eu ter nascido gordinha é uma influência, ou uma influência da minha família. E na verdade, a gente é moldado pelo nosso ambiente, eu cresci com isso, portanto eu aprendi. Como é que uma criança aprende? Uma criança aprende através da repetição, de ver alguma coisa acontecendo e repetir para ver se tem essa habilidade, e para desenvolver essa habilidade também. A gente repete desde aprender a andar, aprender a falar, até hábitos, como hábitos de comer o tempo todo. E foi o que aconteceu comigo, na minha família existe esse hábito de estar sempre beliscando alguma coisa, ou existia, existiu esse hábito.

Muitas vezes você come porque sim. Não é porque você tem fome, você come porque você viu alguma coisa. Pelo menos sempre foi assim para mim, eu vi uma maçã ou uma manga, “Ah, que delícia essa manga, vou comer porque tá na hora do lanche.” O lanche da manhã, o lanche da tarde, comer alguma coisa para forrar o estomago antes de dormir. Então no final das contas você tá comendo o tempo todo, porque não são só os momentos onde você senta e come, faz uma refeição, não é o café da manhã, o almoço e o jantar. Você tem os momentos de refeição, e entre as refeições você tá sempre beliscando alguma coisa que está à vista, só porque sim. Isso cria um hábito, você repete tantas vezes que você começa a fazer sem saber porque você está fazendo. Quando você é criança você treina isso e depois você nem se toca de que isso está acontecendo. Para mim foi isso, eu não sabia que eu fazia e que eu tinha esse comportamento automático. Eu até aprendi isso durante um tempo, mas eu não tinha incorporado isso.

Hoje, olhando para trás, eu vejo o que foi que aconteceu comigo, e que eu vejo acontecer hoje… De fora eu consigo ver acontecer com outras pessoas, que é como todas as pessoas utilizam a comida muitas vezes como um prêmio, para as crianças mesmo, “Ah, eu quero comer um pedaço de bolo.”, “Tá, só se você comer tudo.” É um mecanismo de fazer a criança comer o que ela precisa comer, mas é associar comida com um prêmio.

[Laura]

A comida é emocional, nessa sociedade. Ela sempre está como centro de atenção dos encontros familiares, das festas, da festa da criança, em toda ocasião, a comida está lá. O problema é que sem a comida a gente não sabe o que fazer. Se essa comida não está lá, por que a gente não se junta por se juntar, para bater um papo? Não tem que ter alguma coisa de comida lá na mesa.

Acho que esse utilizar do alimento como prêmio, ou até como castigo, “Se você não comer toda a comida, você não vai ter sobremesa.”, ou, a criança está triste e enche a boca com a comida, enfia a comida na boca da criança para que ela se cale, ou, a criança faz algo bom, premia a criança com um doce, uma bala, com um alimento ruim, e não com um alimento bom. Está sempre sendo utilizado como prêmio.

[Tammy]

Nesse caso, isso que você está falando é muito forte também, é uma tendência muito grande e hoje a grande maioria das pessoas que come emocionalmente é por causa disso, é porque eu estou buscando um estado diferente daquele que eu estou. Foi isso que você falou agora, a gente é treinado dessa forma. A gente é treinado a mudar de estado por causa da comida. “Eu tô triste, tô chateada.”, “Vamos ali tomar um sorvete, vamos comer alguma coisa.” Eu cresci dessa forma, dessa maneira. Como prêmio, mas também como uma mudança de um determinado estado. A criança está triste? Então vamos tomar um sorvete, eu te dou uma bala. Existe uma mudança de estado porque houve uma comida, e esse comportamento é repetido tantas vezes que ele vira um hábito. Ele é viciado dessa forma. Eu sei que consigo mudar o meu estado com uma comida porque eu cresci assim.

[Laura]

Somos adultos, crianças malcriadas, e para mudar de estado a gente precisa de um alimento, e um alimento específico. Existem pessoas que tem bem claro que determinada comida está associada ao que fazia com o pai, com a mãe, ou quando era criança, e talvez nesse caso seja uma emoção positiva, era um momento onde o amor estava prevalecendo, então essa comida específica está associada ao amor.

O problema disso é que muitas vezes aquele alimento que está associado a essa emoção não é o melhor para você. Está sendo uma barreira para você ter um progresso e alcançar os seus objetivos.

Agora eu quero esclarecer uma coisa, a fome emocional não está necessariamente relacionada com um ganho de peso. A Tammy deu o seu exemplo, mas todos temos alguma fome emocional, todos temos alguma história com a comida como prêmio ou como castigo. Por exemplo, eu acordo e faço o meu chimarrão. É porque eu gosto do meu chimarrão, é super gostoso, eu faço gostoso porque coloco ervas, faço um chimarrão diferente. Mas é um ritual, está associado para mim a um ritual, e não tanto a necessidade física de beber o chimarrão. Não necessariamente tem que ser comida, o que a gente bebe também, o que vira um ritual e que tem uma relevância emocional para nós.

A diferença entre a fome emocional e a fome física. (09:38)

[Tammy]

Eu ia comentar essa diferença entre a fome emocional e a fome física. Foi algo que durante toda a minha vida eu não fiz distinção. Eu não percebia que existia essa diferença porque eu não sentia fome física, eu não sabia o que era a fome física.

[Laura]

Não deixava o corpo ter fome.

[Tammy]

Não é dizer que não deixava o corpo ter fome, porque o corpo algumas vezes até tinha uma reação que parecia que eu estava fraca e eu estava com fome, mas na verdade, não era isso que estava acontecendo. O problema era justamente porque eu sempre comia, eu estava sempre comendo e aí o meu organismo estava viciado nessa comida, falando de uma forma bem simples, não estou explicando os detalhes disso, aliás a gente fala sobre os detalhes disso na Masterclass na próxima quinta-feira, se você quiser entrar um pouco mais a fundo, participa da Masterclass com a gente, entra no www.mulheresenergizadas.com.br, se cadastre e participe da Masterclass com a gente. Mas aqui, falando de uma forma mais superficial, o que acontece é que o corpo está acostumado a alguma coisa, viciado com determinado padrão, e quando você não dá esse padrão para ele, ele faz igual um bebê mimado, ele esperneia. Ele fala, “dá comida! Eu estou com fome!” e não é fome física.

[Laura]

Vale aqui fazer uma distinção, o que é a fome física e o que é a fome emocional. A fome física é física mesmo, se alguma vez você ficou com fome, você sabe o que é a fome física. Na fome física o estômago vai avisar quando você está com fome, ela vem em ondas, talvez você beba um pouco de água e essa fome passa, depois volta, depois passa, e depois volta.

A fome emocional é constante. Você está sempre querendo satisfazer a fome com alguma coisa, e, mais especificamente, com algum alimento especifico. Na fome física, você está com fome? Se tem brócolis, pedra, ou ovo, tá tudo bem. Qualquer coisa é boa. Na fome emocional é mais especifico. É estar com fome de alguma coisa, ou salgada, ou doce, o que for. Estou com fome de um bolo, estou com fome de abacate, estou com fome de brigadeiro, um alimento específico. E se eu te dou uma opção diferente, você fala “ah, não, isso eu não quero.” Isso não é fome, é fome emocional.

[Tammy]

Exatamente, a fome física não é desesperadora. Isso eu aprendi só recentemente, falando dos 45 anos da minha vida, eu aprendi nos últimos 5 anos. A fome física é uma fome, você sente, mas ela não é aquela coisa assim “eu estou morrendo de fome e eu não consigo esperar…” Não. A fome física, obviamente eu não estou falando caso você passe dias sem comer, eu estou falando de algo normal, eu comi já no dia, ou é só a parte da manhã. Por exemplo, agora a gente está gravando esse podcast em jejum. Eu estou com fome, mas não é uma coisa desesperadora. Se eu não como agora, se eu espero para comer mais tarde, eu não vou morrer por causa disso, eu não estou desesperada e não vai me irritar.

[Laura]

Cuidado com isso, porque dependendo de qual o combustível que você dá para o seu corpo e qual alimento você dá para o seu corpo frequentemente, ou qual é a sua alimentação, é possível que essa fome física seja desesperadora. Porque você está no combustível errado para o corpo, e se ele não tem esse combustível agora, ele vai ficar irritado, vai ficar trêmulo, vai estar em hipoglicemia. Então é possível ter essa fome física desesperadora, mesmo que você coma com muita frequência, muitas vezes ao dia, justamente por isso.

Na verdade, mais uma coisa que a gente entra mais em detalhe na Masterclass, mas é possível também que essa fome física esteja real por causa da alimentação errada. Quando você tem uma alimentação certa, acontece o que a Tammy acabou de falar, a fome vai em ondas e volta, você consegue passar o dia inteiro sem comer, sua energia vai estar ótima mesmo assim e você não vai ficar desesperado pelo alimento.

Quais são os 3 passos para vencer a fome emocional? (14:40)

[Tammy]

Mas então o que é que resolve essa fome emocional?

[Laura]

Vamos no que importa, como resolver isso? Quais são os 3 passos que a gente falou?

[Tammy]

Eu vou falar um pouquinho do que foi que eu fiz, porque para mim levou muito tempo para eu chegar a esse entendimento.

O primeiro passo na verdade é você realmente reconhecer, identificar, que aquilo não necessariamente é uma fome física. Eu tô buscando uma maneira de me sentir de uma forma diferente da que eu estou me sentindo agora.

[Laura]

É você se colocar em um estado determinado, sentir de uma maneira específica. Ou, de atingir um estado, ou de fugir de um estado.  Quantas pessoas comem por tédio? Quantas pessoas se sentem tristes e vão na comida? Quantas pessoas quando estão se sentindo frustradas vão na comida? Quantas pessoas querem se sentir bem, com conforto, e vão na comida? Então o primeiro passo é esse, identificar qual é o estado desejado que eu estou querendo nesse momento. O que eu estou querendo sentir?

[Tammy]

O segundo passo seria entender, ou identificar, ou encontrar o que é que dispara isso. Qual é o gatilho? Eu estou querendo me sentir de uma maneira específica. Eu estou querendo mudar o estado que eu estou, mas como é que eu cheguei naquele estado? Houve um gatilho ali.

[Laura]

O que me levou a me sentir dessa maneira, ou a querer sair do estado que eu estou para atingir outro estado.

[Tammy]

Exatamente, então trazer isso para consciência e identificar o que é não está deixando você avançar de uma outra maneira, é fundamental para que você ir para o 3º passo: escolher como que você vai fazer para chegar no estado que você quer chegar, sem precisar usar comida. Ou seja, quais são as outras coisas que você pode utilizar para chegar no mesmo estado. Porque seguramente existe. É óbvio que existe, sempre existe. É só porque o que a gente está mais treinado, habituado, condicionado é a palavra. O que a gente está mais condicionado a fazer é utilizar comida, é o mais rápido, porque está muito condicionado, está muito treinado. Igual quando você chama o cachorro e ele vem? É a mesma coisa. A gente chama essa necessidade de mudar o nosso estado, mudar a maneira como a gente está se sentindo e na cabeça vem: vou comer alguma coisa.

O que pode causar a fome emocional? (17:45)

[Laura]

Queria voltar um pouquinho para identificar o que disparou. Vou dar alguns exemplos aqui, pode ser algo que alguém me falou, algo que eu vi, hoje com as redes sociais é tão fácil entrar em um estado negativo, entrar num espiral negativo é muito fácil, as vezes pode ser alguma coisa que alguém falou ou alguma coisa que eu pensei sobre mim, um pensamento negativo. Os PANs, Pensamentos Automáticos Negativos, que são aqueles pensamentos do tipo “Eu não sou bom o suficiente, eu não vou conseguir, eu não posso, não, não, etc.” Todos os nãos possíveis da vida. Ou simplesmente a gente ficou frustrado porque alguma coisa não foi do jeito que a gente queria.

Então, o que eu posso fazer que me dê aquela emoção que eu estou querendo sentir que não seja comer? Eu vou falar o que funciona para mim: mexer meu corpo. Movimentar a minha fisiologia, me tira do foco da comida e me faz se sentir bem. Meditar é outra coisa que eu faço, e ler um livro, aprender alguma coisa nova, são as coisas que eu utilizo.

Vamos resumir de novo quais são os 3 passos: primeiro identificar o estado que quero estar ou o estado que estou fugindo. Número dois, identificar o que foi que disparou o gatilho para querer sair desse estado ou atingir o estado desejado. E terceiro, substituir a comida com outra coisa que satisfaça aquela emoção e que me leve no estado desejado sem ser a comida.

Exercício para combater a sua fome emocional. (19:37)

[Tammy]

Então a pergunta que a gente quer deixar para você é: Qual é a sua fome emocional? Você está comendo mais por fome emocional do que por fome física, por quê? Chegou a hora de trazer isso para a consciência, e identificar qual é o estado do qual você está querendo sair, e qual estado você está buscando. Identificar qual é o gatilho e aí pensar em maneiras que você pode substituir essa buscar pela comida com algo mais que traga esse estado. Eu tenho certeza absoluta de que se você ficar esse exercício… Faça uma lista! Escreve, faz uma lista das coisas que você pode fazer para mudar esse estado e chegar ao estado que você está buscando.

Existem estados que são a casa emocional, você sempre está buscando sentir esse estado ou sair desse estado, e normalmente são esses que ativam, disparam essa busca por algo mais. Esse buraco emocional que existe. Pensa sobre isso, analisa, faz uma lista e depois conta para gente. Manda uma mensagem, a gente gosta muito sempre de saber o que está acontecendo aí do outro lado com você também.

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