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Ep#4 – Como Driblar o Medo da Mudança e Criar a Vida que Deseja

Nesse episódio, Tammy compartilha sua aventura de se mudar para o Canadá. Conheças os medos e desafios que poderiam ter feito ela desistir de tudo. E descubra o que você precisa saber para também criar a vida que deseja.

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01:42 - Ida da Tammy para o Canadá
06:39 - Não acreditar que você é capaz tira seus sonhos
06:39 - Desejo, ambições e prioridades
21:00 - Confusão em Montreal
24:22 - O recomeço
33:29 - Mensagem Final

Transcrição do Áudio

[ Tammy ]

Buenas Buenas! Mais um dia lindo aqui em Traslasierra, cedinho, os passarinhos cantando lá fora, o sol entrando pela janela, ainda friozinho mas já começando a esquentar, e hoje a gente está aqui pra conversar um pouquinho, falar um pouquinho sobre como a gente pode ter tantas limitações dentro da nossa cabeça. 

Vou contar um história que vai ilustrar bem isso de como essas histórias às vezes travam a gente, não deixam a gente avançar para aquilo que a gente realmente deseja

[ Laura ]

Na verdade todos nós contamos histórias, nós contamos histórias e contamos histórias para outras pessoas, a vida é feita de histórias, algumas delas são conscientes, outras são inconscientes e a gente às vezes passa a vida inteira vivendo de uma maneira que acha que é a única maneira e vai contar a nossa história de todos os dias que tem uma certa qualidade de vida.

Mas tem histórias que você pode escolher se contar e contar conscientemente, e são essas história que nos deixam orgulhosos e que fazem uma diferença em nossa vida e que nos fazem crescer, então Tammy conta aí a sua história escolhida, de quando você foi pro Canadá 

Ida da Tammy para o Canadá (01:42)

[ Tammy ]

É eu na verdade assim eu tinha uma vida boa no Brasil, eu sou carioca do rio, eu vivia bem, nesse momento estava morando na barra, em um apartamento alugado, mas eu tinha a minha própria empresa, a empresa tava indo bem. 

Tinha criado um movimento e um sistema é um negócio que era diferente da grande maioria, era inovador, era uma coisa nova e no início foi difícil ganhar território, depois ganhamos terreno e tínhamos uma carteira interessante de clientes, e isso sustentava muito bem, pagava todas as contas então realmente não tinha do que reclamar.

[ Laura ]

Essa é uma das histórias né, eu tenho uma vida boa, mas sempre tem algo melhor pela frente, sempre tem algo a mais pra ser vivido, eu sou uma convencida de que a gente veio nesta vida para viver plenamente e em um potencial que conscientemente a gente não conhece, então essa é uma história que todo mundo se conta! Eu mesmo me contei essa história antes de ir para o Canadá… Enfim, hoje é a vez da Tammy contar a história….

[ Tammy ]

Então, hoje falando sobre isso que você acabou de falar, o potencial, o que que a gente se resolve contar, e nesse momento eu resolvo contar que eu tinha uma vida boa, eu tinha um bom emprego, um bom carro (isso era o que você conhecia por ter uma boa vida), sim, isso era o que eu conhecia por vida boa. 

Mas neste momento também uma chama que ficou apagada la dentro de mim em algum lugar, em algum momento se acendeu novamente. 

O que aconteceu foi que em algum dia, em uma conversa de bar com os amigos, éramos em cinco sentados em uma mesa de bar tomando um chopp e uma das pessoas estava falando em sair do Rio de Janeiro porque estava muito perigoso nesse momento. 

Imagina em 2005, eram 15 anos atrás, muito perigoso e talvez morar em outro lugar, não sei, mais pro interior ou mesmo sair do estado e ir pro sul que estava um pouco mais tranquilo.

E aí uma das pessoas que estava na roda, disse, a um lugar pra  onde eu quero ir, eu vou precisar de um passaporte e um visto ou uma passagem, aérea e um visto, e eu falei ‘’como assim? Pra onde você quer ir?’’ 

E foi assim que rolou essa história de que o que ela queria era ir morar fora do país, essa foi a chama  que se acendeu novamente dentro de mim, e eu tinha simplesmente esquecido de que isso era algo que ficou guardado durante muito tempo, desde muito pequena eu tinha o desejo de viajar, de ver coisas diferentes, de ver coisas novas. 

Inclusive muito cedo às 6 anos de idade eu me apaixonei pelo inglês e pedi pra minha mãe me colocar em um curso para aprender o idioma e foi assim que eu comecei a aprender o inglês aos 6 anos de idade.

Queria porque queria fazer um intercâmbio, queria fazer um intercâmbio quando era mais nova, mas meus pais diziam que não e no momento eu não entendia o porquê e eu dizia ‘’QUE SACO MÃE, QUE SACO PAI, POR QUE EU NÃO POSSO? TODO MUNDO FAZ, TODO MUNDO VAI E EU NÃO POSSO IR’’

E a verdade é que eles não tinham condições de pagar, eles não tinham condições de me mandar pra um intercâmbio de um ano nos estados unidos. 

Mas eles deram um jeito, se vira nos 30, e me mandaram pelo menos para um pequeno intercâmbio de um mês na inglaterra, e foi aí quando deslanchou meu inglês mesmo e eu soltei… 

Eu aprendi tudo antes mas eu era travada, eu era muito tímida, e foi aí quando eu soltei, só que não foi suficiente, eu queria mais, eu queria uma experiência de viver mesmo fora, de de experimentar outra cultura, e eu continuei perturbando eles, enchendo o saco. 

E meu pai dizia ‘’Tammy, o que você vai precisar fazer é cavar uma bolsa filha, cava uma bolsa e vai estudar fora, em uma universidade’’

[ Laura ]

O que seria cavar uma bolsa? 

[ Tammy ]

Era na verdade descobrir uma maneira, dá o seu jeito e consegue uma bolsa de estudo para estudar em uma universidade fora.

[ Laura ]

Perguntei porque em espanhol cavar uma bolsa significa enterrar uma sacola, então não fazia sentido na minha cabeça, mas ok.

Não acreditar que você é capaz tira seus sonhos (06:39)

[ Tammy ]

Então, só que o que aconteceu, meu pai falava isso pra mim e eu falava ‘’Aham…’’, no fundo no fundo eu não acreditava que eu podia conseguir isso, essa era a historinha que eu contava, eu não acreditava que eu era capaz de conseguir que uma universidade me desse uma bolsa de estudos. 

E isso não me deixou nem tentar, a verdade verdadeira, é que eu nem fiz nada pra conseguir  tal da bolsa…. Deixando enterrada essa possibilidade, essa chama diminuiu e se apagou e ficou lá dentro só o pavio, dentro de mim. 

E aí eu fiz a minha vida dentro do Brasil, continuei vivendo, fui pra universidade, passei pra engenharia, não queria isso, fui fazer design, me formei em design, originalmente sou designer gráfica, abri o meu próprio escritória, tinha uma sócia nesse momento e foi quando chegou nesse ponto em 2004, no segundo semestre de 2004 se não me engano, que foi esse episódio no bar com os amigos… 

A minha sócio nesse momento era uma dessas pessoas e  gente teve essa ideia de ‘’e se a gente experimentasse?’’ Porque essa amiga trouxe a ideia de que ela poderia, e eu queria saber muito como ela ia fazer isso, por que era um desejo forte dentro de mim, no fundo no fundo não era só morar fora, queria experimentar uma cultura diferente, era sair dessa vida igualzinha, padronizada que eu me conformei.

[ Laura ]

É e sempre que a gente vê, que alguém mais conseguiu fazer isso, aí a esperança vem né? Sempre tem alguém na frente que traçou esse caminho e que mostrou às possibilidades, também você pode ser a pioneira e criar essa possibilidade, mas é muito mais reconfortante, ou dá mais segurança e da mais certeza ‘’ah, ok, se alguém mais fez, então eu também posso, agora estou vislumbrando uma possibilidade’’

[ Tammy ]

Isso foi exatamente o que aconteceu nesse momento quando essa amiga disse ‘’Sim, eu quero muito fazer isso’’ e eu falei, então vamos pesquisar, neste mesmo dia a gente foi lá pra casa e passamos a noite toda.

Os 5 como loucos pesquisando na internet possibilidades de conseguir esse visto pra ir morar fora, e às duas possibilidades eram austrália e canadá. 

Eu nunca tinha ido nem pra australia e nem pro canada, nenhum dos dois lugares, não tinha a menor ideia de como era mas eu falei ‘’vamos!’’. 

E nessa conversa todo mundo meio que entrou nesse barco e decidiu aplicar pra morar fora. No momento a gente decidiu pelo canadá que era mais perto da austrália, apesar da austrália ter um clima mais ameno, mas a ideia era realmente fazer algo completamente diferente, experimentar algo completamente diferente da vida que a gente tava acostumada a viver. 

E o canadá era o mais diferente possível nesse momento, então a gente decidiu e optou pelo canadá pro visto de skilled worker e os 5 aplicaram nesse momento. 

Fizemos o que tínhamos que fazer, obviamente esse processo demorou algumas semanas, até que a gente conseguir começar a iniciar a aplicação, é um processo longo de conseguir todas as documentações que você precisa e aí uma vez que você faz uma aplicação você espera, é uma espera que parece que não termina nunca (e naquela época era bem mas rápido que agora). 

Demorou um pouquinho mais de um ano que a gente ficou esperando, os  5 aplicaram, os 5 esperaram durante um ano para que saísse o visto, e os 5 conseguiram o visto um ano depois!

Então durante esse um ano, muita coisa aconteceu, eu estava em uma relação, terminou a relação, eu entrei em outra relação já sabendo que eu ia pro Canadá e aí saiu o visto.

Eu sou uma pessoa que necessita de amor, carinho e conexão, é uma das minhas necessidades mais altas, então estar em um relacionamento pra mim é algo importante digamos assim, e foi difícil…

Saiu o visto, decidi realmente ir e estar nesse momento em uma relação, a unica coisa que realmente não me fez ficar foi porque o desejo era muito forte

Desejo, ambições e prioridades (06:39)

[ Laura ]

É quando se coloca na balança, o quão importante isso é… Quais são as prioridades que você tem na vida, se você não conhece suas prioridades você vai ir com o vento, e mais importante que às prioridades é ‘’essas prioridades que eu tenho estão alinhadas com meus valores? Com aquelas coisas que são importantes para mim?’’ 

Porque às vezes essas duas coisas não coincidem, não estão alinhadas e aí é quando o conflito interno acontece! Mas aí você colocou essa prioridade….

[ Tammy ]

O que me salvou foi o fato de que foi uma relação que começou depois que eu já tinha deslumbrado essa possibilidade, ou seja, já tinha aplicado para o visto, então já era meio que meio que eu já estava esperando acontecer

Exatamente Laura, ouve um tempo de preparo… Foi um relacionamento com data de validade, já sabia que ia terminar, então foi difícil… Mas enfim 

[ Laura ]

Também eu acredito que essas coisas acontecem porque, o universo coloca esses desafios no caminho para a gente saber ‘’ok, você realmente quer isso? 

Então vamos ver’’ e te coloca em uma situação onde duas coisas são bem importantes, mas se você realmente quer, você faz, não existe, ‘’eu sou preguiçoso’’ ‘’eu não gosto de fazer isso, eu não posso fazer aquilo’’.

É uma questão de motivo, de ter um motivo forte suficiente para se mexer e pra agir.

[ Tammy ]

E eu tive esse motivo, que foi o visto na mão, e eu não ia jogar fora por causa disso… Então foi forte suficiente, e mais uma vez eu embarquei nessa jornada de começar de novo

[ Laura ]

Mas muitas pessoas mesmo assim, mesmo tendo todas essas possibilidades são paradas pelo medo, pelo que ‘’e se acontecer isso negativo?’’ ‘’e se acontecer aquilo outro…?’’.

E a gente tem que tender a se focar no que falta, no medo que a gente tem, mas a gente sabe que a única maneira de o medo é enfrentando ele…

[ Tammy ]

Eu tava indo pra um país diferente, uma cultura que eu não conhecia, uma língua diferente, porque além de tudo, a gente decidiu, os cinco em momentos diferentes, mas mais ou menos dentro de 6 meses, os 5 viajaram e se mudaram e estavam lá. 

E inicialmente moramos todos juntos em uma casa, era uma grande comunidade, uma casa grande onde cada um tinha o seu espaço, mas virou uma grande família. 

A verdade é que é difícil você mudar pra um lugar totalmente novo, deixar tudo pra trás, deixar sua família, deixar seus amigos, deixar tudo que você conhece e começar do zero, e foi algo que facilitou ter pelo menos o seu grupo de apoio, ter pessoas que estão juntas, facilitou e muito!

Só a gente decidiu não ir pra Toronto, e sim para Montreal, a gente decidiu morar em montreal, em Quebec, que na verdade é a única província do canadá que fala francês. 

E eu não falava francês, então, um tempo antes, mais ou menos um ano antes do visto sair e eu me mudar eu comecei a estudar francês o brasil, mas não tinha a desenvoltura digamos e a fluência que eu tinha no inglês.

[ Laura ]

Mentira a Tammy tem uma facilidade para língua louca! Pra vocês terem uma ideia, quando ela começou a falar em espanhol, às mãos dela suavam, ela falava perfeito mas, acho que tem a ver com essa questão da perfeição né, de que tem que ser perfeito se não, não conta….

Eu via o suor na mão, e eu falava, mas por que você está suando? Você tá falando super bem, e mesmo que você não esteja falando super bem, não é sua língua, você tá aprendendo, então está tudo bem não falar certo… Enfim, só pra comentar que ela estava falando isso sobre o francês mas….

[ Tammy ]

Não, na verdade assim, sim estou falando o francês mas eu tinha acabado de aprender o francês e não é como eu aprendi espanhol que era com você, ouvindo você o tempo todo, no francês eu não tinha ninguém pra escutar. 

Então quando eu me mudei pra lá, pro canadá… (sim tammy, mas você também não teve isso com o inglês porém você fala melhor que um nativo…) SIM! Mas eu tive mais tempo no inglês, essa é a diferença… (historinha gente… historinha)

Eu tive mais tempo aprendendo o inglês, mas o francês não é que é eu não ia aprender, obviamente eu ia aprender, e eu sei que eu ia aprender, mas iria levar mais tempo eu fiz a mudança sem ter o francês, então o que aconteceu, a gente foi pra montreal. 

Mas antes, por que tinha uma amiga em comum, que morava em toronto e a gente falou que tem que voar para toronto, vamos passar um tempo em toronto para conhecer? 

Passamos 15 dias em toronto, e isso dos 5 fomos em 2, eu e a minha nesse momento minha sócia, aliás uma das grandes vantagens é que a gente tinha uma empresa no Brasil, que era uma empresa de web design, a gente trabalhava já criando coisas online então a gente não teve que desfazer a empresa. 

Ela continuou no Brasil e era de certa forma era uma renda que a gente tinha, apesar de ser em reais e a gente contando pra dólar tudo isso.

[ Laura ]

Vocês já eram visionárias, naquela época já ter uma empresa 100% online o que hoje está começando… 

[ Tammy ]

Exatamente, e a gente tinha um modelo ainda mais visionário que ninguém fazia naquele momento, e hoje é um pouco mais comum. 

Mas enfim, nesse momento a gente foi e tinha isso, era uma vantagem e nós duas fomos primeiro, antes dos outros três e aí ficamos 15 dias em toronto e aí depois fomos pra montreal. 

Eu me mudei no dia 6 de Dezembro a gente viajou para o canadá, ficamos 15 dias, chegamos em pleno inverno, então realmente sentimos o que é o inverno em Toronto e depois fomos para o inverno em montreal, que era pior ainda, então no dia 21/22 (não sei ao certo), 15 dias depois, a gente foi pra montreal, só que montreal a gente não conhecia ninguém! 

Tinha uma pessoa de referência que eu tinha conhecido por causa do processo do visto, conheci mais ou menos, não era uma pessoa nesse momento super conhecida, mas ele ia pro canadá também, tinha já conectado com alguém do canadá que ele conhecia virtualmente, me conectou com essa pessoa, então foi a nossa sorte, pois foi o nosso ‘’NATAL EM FAMÍLIA’’ com algumas pessoas que eram brasileiras e falavam a mesma língua que a gente e a gente pode pelo menos conseguiu ter alguma comemoração de natal. 

Logo depois do natal, a gente tinha alugado um estúdio, que era durante um tempo ficar nesse studio para depois buscar uma casa grande onde pudesse morar todo mundo, os 5, uma vez que os 5 chegassem lá! A gente foi às pioneiras a chegar lá, desbravando…

[ Laura ]

Mas por que Montreal? 

[ Tammy ]

Porque era mais diferente ainda, acho que por causa disso. Uma das pessoas do grupo, dos 5, estava aplicando só via Quebec, então ele tinha que morar em Quebec, não podia morar em outro lugar, e aí todo mundo, até por solidariedade (estamos indo pra um lugar novo mesmo, então vamo pra um novo 100% novo). 

Então acabamos indo para montreal, só que nesse episódio todo, no estúdio onde a gente estava, a gente alugou esse estúdio temporariamente, e esse lugar a gente alugou sem saber qual era o lugar, se era bom se não era bom

[ Laura ]

Pra vocês terem uma ideia, Quebec tem a cultura mais Europeia e o resto do Canadá, em especial Toronto, tem uma cultura bem mais inglesa, americana, então são coisas bem diferentes, então dá pra perceber a diferença, você chega na província de quebec, é outra história, parece que você está em outro país mesmo.

Confusão em Montreal (21:00)

[ Tammy ]

Então foi bem, bem diferente, depois do natal, passamos esse episódio no natal, inclusive foi no dia 26, a gente foi em um shopping comprar um cartão, um chip pro telefone, que a gente não tinha o chip dali, compramos um de toronto mas não de montreal, a gente foi comprar o chip pro telefone, e quando a  gente volta e entra no estúdio a porta estava aberta, a gente falou ‘’você deixou a porta aberta?

Não eu não deixei, a porta tá aberta, por quê?’’ Estava destrancada, estava sem chave… 

Não me lembro agora todos os detalhes, estou com um lapso de memória aqui, não me lembro de tudo, mas estava… Não, mentira, ela estava trancada a porta. 

Mas estava diferente, não tinha as duas chaves, tinha uma chave só, quando a gente entrou no estúdio, no apartamento, era um estudiozinho bem pequeno, era quase como um quarto de hotel, bem pequeno, mas com uma cozinha… 

Quando a gente entrou, cadê os computadores? Tinham levado, entraram no estúdio e levaram o meu computador, o computador da minha sócia, e a gente quando mudou pro Canadá a gente mudou sem nada, a gente colocou tudo em um HARD DRIVE, um HD EXTERNO então a gente tinha TUDO LÁ DENTRO.

A empresa inteira, absolutamente tudo nesse dois HD’s externos (não existia o cloud essa época), a gente chegou lá, compramos os computadores novos, então eram dois os mais novos Macbooks, o meu sonho era ter um mec, como designer.

Imagina, finalmente comprei meu Mac lindo, branco, minha sócia tinha um mac preto, era lindo, e a gente estava ali trabalhando feliz da vida com aquilo, quando a gente chegou levaram tudo! 

E os HD’s, a única coisa que tinha que estava na nuvem eram os sites dos nosso clientes, mas a base deles, os contratos, às informações… 

Foi tudo embora, levaram tudo. Imagina às duas, que saíram do rio de janeiro, uma das cidades mais violentas e perigosas, fomos embora pois estava perigoso no Rio, chegamos no Canadá e fomos roubados, tá de sacanagem com a minha cara né? 

Só pode ser, resumo da ópera, nenhuma das duas conseguiu dormir nesse dia, colocamos todas as malas atrás da porta porque a gente não sabia se era perigoso, se não era, chamamos a polícia, a polícia não apareceu rápido pois a gente não estava em perigo… 

Imagina tudo isso em francês, que eu não tinha domínio nesse momento. 

[ Laura ]

Aliás às pessoas de quebec não gostam de falar inglês, você fala inglês pra eles e eles olham como tipo, não, aqui é francês, existe uma rixa.

[ Tammy ]

Enfim, nesse momento às duas se olharam e falaram assim…não, aqui eu não fico, de jeito nenhum, vamo embora, vamo voltar pra toronto! 

Pois a gente teve uma super experiência em toronto, conhecemos meio mundo, toda comunidade brasileira eu já conhecia, tinha ido já a várias festas, me conectei com muitas pessoas, encontrei um grupo que tocava maracatu e conhecia todos eles, todos os brasileiros, além de outras pessoas, de lá mesmo, tinha feito um grupo de apoio que ia além da família escolhida que se mudou tudo junto.

E aí no dia seguinte a gente ligou pro resto do grupo e falamos que não íamos ficar em montreal, e aí um teve que ficar em montreal pois ele aplicou por lá. 

Mas nos quatro decidimos que íamos para toronto, a gente falou com as meninas e elas disseram que se a gente ia elas iriam também e aí às 4 acabaram ficando em toronto.

O recomeço (24:22)

E nesse momento pra mim foi assim ‘’bom, acho que tudo isso é um sinal, esse é um novo começo’’, é um lugar novo, um país novo, uma cultura nova, um idioma novo, então eu devo realmente começar tudo de novo. 

E foi aí que eu decidi deixar a minha empresa e fazer o que eu realmente gostava, que eu não sabia o que era nesse momento, só que eu tive a opção de vender a minha parte da empresa para a minha sócia. 

Que comprou, pagando em 12 meses a minha parte da empresa empresa, o que me manteve por 12 meses pagando o aluguel e pagando as minhas contas básicas e durante esses 12 meses eu tive a oportunidade de buscar outras coisas, de cavar outras coisas pra descobrir o que eu realmente queria 

[ Laura ]

Então assim uma pergunta, quanto tempo passou depois que você se mudou para o canadá e você vendeu a empresa? (Um mês!)

Então, em um mês você recomeçou duas vezes, basicamente do zero em um mês.

[ Tammy ]

E aí foi quando eu realmente me desfiz de tudo que eu acreditava que eu era esse momento, o meu negócio… Mudei completamente a minha identidade e comecei sem saber pra onde ia, completamente do zero, vendi a empresa! 

[ Laura ]

O que você tinha dentro de você? Alguma coisa tem que acontecer pra tomar uma decisão dessas… 

Quando existe um desejo e esse desejo se deslumbra, você sabe que aquilo pode acontecer, porque assim, a maior parte das coisa que eu tenho hoje em algum momento eu tive na minha cabeça, eu criei essa imagem de alguma maneira, imagem com imagem mesmo ou sentimentos que eu queria sentir.Então a gente sabe que tudo que se materializa, você antes pode pensar. 

Você pensa naquilo e você materializa (existe um livro que é excelente, do john despensa, falando exatamente sobre isso, como você pode criar uma nova realidade, chama quebrando o Hábito de ser você mesmo, recomendo que todo mundo leia, alias o link vai estar na descrição do episódio pois é muito bom!)

Você pode realmente criar a sua realidade, então eu queria saber o que você tinha, o que você viu, sentiu… Pra pode tomar essa decisão?

[ Tammy ]

Inicialmente o primeiro recomeço não foi esse um mês, foi antes, quando eu tomei realmente a decisão de aplicar e nesse momento foi reacender a chama. 

Esse desejo que ficou guardado durante muito tempo mas era um desejo muito forte dentro de mim de conhecer novos lugares morando nesse lugares, experimentando, novas experiências, não só como uma viagem.

[ Laura ]

Tá mas essa minha pergunta, o que você, porque assim morar em outro lugar e ter essas experiências, isso é a coisa superficial, mas o que você achava nesse momento que você achava que podia conseguir ou como você iria se sentir, o que você queria lograr a partir de ter essas experiências, porque acho que isso é o mais profundo da história.

[ Tammy ]

Boa pergunta! Eu acho que eu queria me encontrar, encontrar quem eu era de verdade, porque eu acredito que durante muito tempo eu fui o que o meu entorno esperava de mim, no inicio a minha família, depois os meus amigos ou meu local de trabalho… 

Enfim, durante muito tempo eu fui com a maré, deixa a vida me levar, e a vida foi me levando e eu fui me moldando, eu tenho essa característica que até certo ponto pode se tornar um grande problema, eu sou muito flexível e muito maleável, eu me adapto muito fácil às coisas, e por isso em algum momento eu deixei de ter a minha própria voz.

Eu me moldei a ao meu entorno e eu esqueci o que eu realmente queria, quem era eu, eu me perdi, eu acho que uma boa resposta pra essa sua pergunta é essa: EU FUI BUSCAR A MIM MESMA! 

Eu fui me encontrar fora desse lugar que me moldava, eu fui buscar essa nova pessoa, e foi justamente esse o ponto da segunda transformação, do segundo recomeço. 

Que foi dizer ‘’Não, para, tudo que eu construí até agora não necessariamente fui eu’’ tanto que eu não voltei ao design gráfico, foi algo que aconteceu na minha vida, não me arrependo de maneira alguma, fez eu ser quem eu sou, hoje eu uso tudo isso que eu aprendi, mas eu não sou designer, eu deixei a muito tempo, nesse momento, foi essa ruptura, de 2006 pra 2007 que foi quando eu decidi desistir disso. 

Eu falei ‘’Não, existe mais, existe um novo mundo, existem mais de mim que eu quero explorar’’ eu já tinha estudado programação neurolinguística, tinha começado a entrar nesse mundo e nesse momento eu falei talvez seja, talvez sim, talvez não, não sei. 

Mas eu acredito que nesse momento, o mais importante, foi acreditar que realmente eu poderia começar de novo do zero, e que eu ia me encontrar.

Por mais que eu não soubesse qual seria o caminho, por mais que eu não soubesse quem era essa nova eu, eu não tinha a menor ideia, mas eu tinha uma certeza interna de que realmente ela estava ali dentro, essa nova Tammy estava dentro de mim, às limitações que existiam antes, de eu não acreditar, que eu poderia por exemplo cavar uma bolsa e estudar fora, isso era tudo limitação dentro da minha cabeça. 

O que aconteceu foi que eu não agi, eu nunca realmente fui buscar e pesquisar como é que eu consigo uma bolsa, como eu consigo aplicar para uma bolsa e estudar fora, porque eu nunca nem acreditava, então o que vem antes da gente realmente tomar a ação é acreditar na gente mesmo, e nesse momento eu não acreditava. 

E foi aí em 2006 pra 2007 foi aonde eu falei ‘’pera aí, eu acredito que sim!’’ porque eu dei um passo que me permitiu ver e falar, para, é isso que eu to fazendo de errado, eu não estou acreditando antes em mim, e agora eu vou acreditar em mim, e não acreditei não só em mim, eu acreditei em algo mais, em uma força maior, joguei pro universo e o universo conspirou de alguma forma. 

Mas não foi só porque o universo conspirou, foi porque eu comecei a agir e fazer tudo que é necessário mesmo sem saber pra onde eu estava indo, pra eu chegasse a esse objetivo que era o objetivo que estava dentro de mim.

[ Laura ]

Esse primeiro passo que é o mais difícil, é o que te permite ver que existe outras portas, existem outros caminhos, e muitas pessoas pensam, e nem agem, nem de curiosidade pra saber o que pode existir, então não dar esse primeiro passo por mais que não seja satisfatório. 

Porque pode ser que você dê o primeiro passo e nada aconteça, mas pelo menos você tem a certeza de que você fez alguma coisa, mas acho que o pior do pior nessa vida é, se arrepender de não ter feito alguma coisa.

Então acho que esse primeiro passo que por mais que seja mais difícil, abre portas e caminhos que você jamais na vida imaginou, mesmo que não seja algo que você imaginava que poderia acontecer, algo diferente acontece. 

E é aí onde você tem que pegar o ‘’o bicho pela frente’’ e se agarrar em alguma coisa diferente, então assim, o universo conspira e a gente pode manifestar e bla bla bla, tá tudo bem, é científico e é verdade e acontece, mas se não existe ação, não acontece.

A mensagem desse podcast (33:29)

[ Tammy ]

Então hoje a mensagem que eu gostaria de passar e de deixar pra você que está ouvindo a gente aqui é essa, é possível! Mas você precisa primeiro acreditar em você! 

Quais são às portas que esta fechadas? Quais são as portas que ficaram esquecidas talvez? Quais são aqueles desejos antigos que ficaram guardados dentro de você e que talvez possam ser relembrados, possam se reabrir? 

E para isso basta você primeiro acreditar e depois agir como se já fosse verdade, porque em algum momento, pode ser que aconteça! Sempre lembrando que pode ser que talvez não aconteça, porque nem tudo a gente controla nessa vida. 

E aí quando a gente sabe que existe algo maior do que nós, e existe um propósito maior para gente, pra nossa vida aqui, que talvez a gente não sabe e não tenha consciência e acredita que tá tudo certo, a gente simplesmente acredita na gente, acredita em algo mais, em algo maior e age! E toma ação e dá um passo de cada vez a cada dia!

[ Laura ]

E qual a história que se está contando, porque existe muitos motivos pelos quais as coisas podem não acontecer, mas existe a mesma quantidade de motivo pelos quais às coisas sim podem acontecer!

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